Mensagem do Pastor Luis Henrique Sievers - 29/09/2015.
Passos Pedagógicos de Jesus.
Quem tem uma mensagem para transmitir precisa pensar no jeito como vai fazer isso. Um bom conteúdo corre o risco de ser prejudicado pela forma de ser comunicado. Isso não é diferente para os cristãos. Somos chamados por Jesus para comunicar a sua mensagem. A tarefa nos parece, muitas vezes, impossível. Sentimo-nos como vasos de barro que carregam um tesouro, frágeis e sem jeito. (2 Coríntios 4.7)
No entanto, cremos que esta mensagem pode despertar a fé, acender a chama da esperança e promover a prática do amor fraterno. A comunicação tem um poder transformador. Podemos usar os mais modernos recursos e as mais variadas técnicas. A mensagem precisa chegar às pessoas, para que possa produzir os seus frutos: “Portanto, a fé vem por ouvir a mensagem, e a mensagem vem por meio da pregação a respeito de Cristo.” (Romanos 10.17). Como vamos fazer isso?
Quem nos chama para comunicar também é aquele que nos ensina a fazer isso. Tomemos como exemplo o episódio do caminho para Emaús (Lucas 24.13-35). Vamos perceber que todo o nosso corpo comunica, não apenas as nossas palavras. Gestos, movimentos e olhares fazem parte desse processo de comunicação da mensagem de Jesus. Vejamos:
1. Jesus se aproxima dos dois discípulos. Não fica de longe, apenas assistindo o que se passa com eles. Pelo contrário, ele chega perto e caminha um bom trecho ao lado deles, em silêncio. Observa e escuta.
2. Para entender melhor a situação deles, Jesus pergunta: “Sobre o que vocês estão conversando pelo caminho?” Ele quer saber quais as suas alegrias, temores e necessidades. A realidade concreta de cada pessoa é o princípio de toda ação em favor de alguém. Jesus não pergunta por mera curiosidade, mas para saber como melhor ajudar aqueles dois.
3. Jesus ouve, com paciência, o que eles têm a dizer. Eles relatam os últimos acontecimentos. Descrevem como se sentem. Saber ouvir faz parte da comunicação. Mensageiro não atropela a realidade, mas insere a sua mensagem dentro dela. Quem não ouve o que a outra pessoa tem a dizer, fracassa na comunicação. Erra o alvo. Pois “é conversando que a gente se entende!”
4. Só depois de se aproximar, caminhar junto e ouvir aqueles dois discípulos, Jesus fala. Ele explica as Sagradas Escrituras do seu tempo. Busca pistas para ajudar os dois a entenderem tudo o que aconteceu com ele, sua vida, morte e ressurreição. Para que os outros entendam o que nós temos para anunciar, é preciso estar por dentro do conteúdo da mensagem e saber explicá-lo. Nesse caso, a Bíblia é uma ferramenta muito importante.
5. Jesus fica o tempo necessário com os dois discípulos. É noite e eles querem hospedá-lo Aceita o convite. Fica mais um pouco. Tem comunhão de mesa com eles. Quando Jesus dá graças e reparte aquela refeição, ele é reconhecido: “Aí os olhos deles foram abertos”. Gestos e símbolos também nos ajudam a revelar a mensagem. Só palavras não resolvem. Liturgias também comunicam.
6. Mas chegou a hora de Jesus partir. Ele alcançou o seu objetivo: deixou o coração deles “queimando dentro do peito”. A mensagem chegou ao seu destino. O processo de comunicação foi completado. Eles estão prontos para andarem com as próprias pernas. Tornaram-se mensageiros. Receberam o peixe e aprenderam a pescar. Recuperaram a esperança.
7. Com “o coração queimando dentro do peito”, esses dois discípulos saíram para o encontro com os outros. Compartilharam a sua experiência. Anunciar a palavra de Deus é tarefa coletiva, comunitária. Missão não acontece sem comunidade de fé. Ainda hoje, reconhecemos a presença de Jesus no partir do pão em nossas comunidades: “Dado e derramado em favor de nós!”
Comunicação se faz com “o coração ardendo dentro do peito”. A mensagem transforma, em primeiro lugar, o próprio mensageiro. Toca-o, convence-o, toma conta do seu coração. Só então ele vai e fala. Não será esse “ardor” o sinal da presença do Espírito Santo de Deus?
P. Luis Henrique Sievers
Pastorado Escolar CSGA
Lajeado/RS, julho de 2015
Mensagem do Pastor Luciano Miranda Martins - 28/09/2015
O que Jesus faria?
Hoje recebemos de Deus mais um dia de vida para vivermos como Seus filhos em meio a este mundo e de acordo com a peculiaridade de cada um. Hoje, mais uma vez, Deus espera que façamos a diferença neste mundo. Tenho certeza de que Ele espera muitas coisas de mim e de você e dentre elas creio que poderia dizer sem medo que Ele espera que sejamos mais agradáveis, mais amorosos, pacienciosos, enfim que possamos refletir em palavras e atitudes todo o seu amor. Mas como fazer isto num mundo que nos ensina a odiar, a ser indiferente e a pagar o bem com o mal. Já que entrei no assunto, será que estou escrevendo hoje para alguém que ainda tem coragem de pagar o mal que recebe com o bem?
É visível que a nossa geração está imersa em modismos e cada vez mais o amor está esfriando. Cada dia que passa, os cristãos estão dando mau testemunho. A luz que deveria brilhar e iluminar o caminho da humanidade está cada vez mais fraca. O amor do qual tanto se fala não é mais encarnado nas suas vidas. É triste dizer, mas estamos nos distanciando do modo de vida que Jesus veio nos trazer. A bíblia e os ensinamentos de Jesus estão sendo deixados de lado. Será que isto também não está acontecendo na nossa vida e já achamos tão natural que não conseguimos sequer perceber?
Pensando em tudo isso, perguntei-me: "O que Jesus faria?" Temos que levar a nossa vida sempre sob essa pergunta e a partir dela meditar e antes de qualquer atitude pensarmos nos gestos e nas atitudes de Jesus. Fico pensando, se hoje queremos ser como Ele, andar como Ele andou, então devemos praticar o que Ele praticou. Será que não está na hora de voltarmos à essência do cristianismo? Voltar a fazer o que Jesus faria? Certamente Ele escolheria hoje fazer diferença.
Olho para a Bíblia e vejo o apóstolo Paulo escrevendo em sua carta aos romanos uma advertência sobre nosso jeito de viver o cristianismo. Ele diz: “Não deixem que o mal vença vocês, mas vençam o mal com o bem." (Romanos 12.21). Salomão em sua sabedoria, também escreveu: "Quem paga o bem com o mal não afastará o mal da sua casa" (Provérbios 17.13).
Eu acredito cada vez mais que não será com ódio, indiferença, com espírito de vingança que faremos a diferença neste mundo. Se queremos fazer algo, se queremos fazer o que Jesus faria então, a cada dia, devemos praticar o amor, esse é maior dom. O amor é a essência de Cristo. Acreditem, era isso que Ele faria se estivesse em nosso lugar hoje: amar. Faça isto, siga seus passos. Imite suas atitudes. Faça o que Ele faria: ame, perdoe, releve, busque, apaixone-se e com este desejo no coração viva dia a dia a graça de Deus.
Pense nisso e tenha uma ótima e abençoada semana!
Pastor Luciano Miranda Martins – 28.09.2015.
Pastor Escolar do CEAP – Ijuí/RS
Mensagem do Pastor Luciano Miranda Martins - 14/09/2015
Você não estás sozinho!
Tenho uma boa notícia para você nesta manhã: Você não está sozinho. Tem alguém olhando e torcendo por você. Quando você acordou, Ele já estava de pé do seu lado e providenciando todas as condições para que você possa fazer deste dia o melhor dia da sua vida. Ele sabe que nem sempre você está inspirado e é por isso que Ele deseja ser a sua inspiração. Sabem por que Ele está do seu lado? Por que Ele ama você e não importa o que você faça, nada vai mudar o amor que Ele sente por você. Tudo que Ele espera é que você passe um momento na sua presença, que por um instante você sinta o seu amor. Que você olhe para suas mãos estendidas e perceba as marcas do seu amor. Pode parecer superficial o que estou escrevendo, mas um minuto já seria o suficiente para Ele demonstrar a intensidade do Seu amor. Acredite e prove.
Quer fazer um pedido: aproveite este dia para experimentar este amor de Jesus. Ele não é um mercador. Seus valores não são capitalistas. Sua intenção não é eleger-se as suas custas, mas o que Ele quer é mostrar o seu amor por você. Ele só quer uma oportunidade para que você possa experimentar que tudo o que é dito a respeito dele é verdade. Eu sei que você já deve ter ouvido muitas coisas a respeito de Jesus e daqueles que o seguem. Você deve ter experimentado que os que se dizem cristãos nem sempre são fiéis ao seu senhor. Você deve ter se decepcionado com eles. Deve ter sido usado por eles. Deve ter visto e ouvido incoerência entre o seu falar e o seu agir. Tudo bem: Eu até posso concordar, mas me mostre um texto, um lugar nas Escrituras que mostra Jesus usando as pessoas. Que mostre Jesus aproveitando-se de uma situação, ou que seu falar e agir estivessem em desacordo. Posso lhes garantir que você não irá encontrar nada disso na Bíblia.
Portanto, não olhe para as pessoas, não julgue o cristianismo a partir dos cristãos, mas que você o faça olhando para Cristo. Eu garanto que se você olhar para Ele irá perceber que Ele tem tudo o que você precisa e quer para sua vida. Ele não só tem amor, Ele é amor. Ele não só tem graça, mas Ele é a graça encarnada. Ele não só pratica a justiça, mas Ele é a justiça. Este Jesus ama você a ponto de morrer por você. Acredite, Ele não só morreu naquela tarde de sexta-feira, mas Ele morreria novamente por você hoje. Prostre-se aos seus pés, atire-se em seus braços e permita que Ele demonstre todo o amor que Ele tem por você. Pense Nisso!
Tenha uma ótima e abençoada semana!
Pastor Luciano Miranda Martins – 14/09/2015.
Pastorado Escolar do CEAP – Ijuí/RS
Mensagem do Pastor Luciano Miranda Martins - 21/09/2015
"Quem não arrisca não petisca"
Você, em algum momento da sua vida, já passou por situações em que literalmente teve que viver pela fé? Teve que arriscar e tomar decisões contra tudo o que é racional e apostar em fatos que não são possíveis de serem vistos ou previstos. Como você se sentiu? Não deu aquele frio na espinha? Não pairou um fiozinho de dúvida?
Semana passada li uma história que achei muito interessante que pode nos ajudar a pensar um pouco mais sobre estes passos de fé que precisamos dar em momentos decisivos da nossa vida. Conta-se que "um homem estava perdido no deserto, prestes a morrer de sede. Eis que ele chegou a uma velha cabana. Olhando ao redor, viu uma velha bomba d'agua, bem enferrujada. Ele se arrastou até ali, agarrou a manivela e começou a bombear, a bombear, a bombear sem parar. Nada aconteceu. Desapontado, caiu prostrado no chão e notou que ao seu lado havia uma velha garrafa. Olhou-a, limpou-a, removendo a sujeira e o pó, e leu um recado que dizia: 'Você precisa primeiro preparar a bomba com toda água desta garrafa, meu amigo. Depois faça o favor de encher a garrafa outra vez antes de partir'. O homem arrancou a rolha da garrafa e, de fato, lá estava a água. De repente, ele se viu num dilema. Se bebesse aquela água poderia sobreviver, mas se despejasse toda aquela água na velha bomba enferrujada, talvez obtivesse água fresca ou talvez não. O que due deveria fazer? Despejar a água na velha bomba e esperar vir a ter água fresca, fria, ou beber a água da velha garrafa e desprezar a mensagem? Deveria perder toda aquela água, na esperança daquelas instruções pouco confiáveis, escritas sabe lá quando e por quem? Com relutância, o homem despejou toda a água na bomba. Em seguida, agarrou a manivela e começou a bombear. A bomba pôs-se a ranger e chiar sem fim e nada aconteceu. A bomba continuava rangendo e chiando. Então, surgiu um fiozinho de água; depois, um pequeno fluxo e finalmente, a água jorrou em abundância. Para alívio do homem, a bomba velha fez jorrar água fresca, cristalina. Ele encheu a garrafa e bebeu dela ansiosamente. Encheu-a outra vez e tornou a beber seu conteúdo refrescante. Em seguida, voltou a encher a garrafa para o próximo viajante. Encheu-a até o gargalo, fechou e acrescentou uma pequena nota: Creia-me, funciona. Você precisa dar toda a água antes de poder obtê-la de volta.”
Quantas lições de vida temos nesta história. Mas, eu gostaria de fazê-lo pensar nas inúmeras vezes em que temos medo de iniciar um novo projeto de vida, pois este demandará um enorme investimento de tempo, recursos, preparo e conhecimento, mas se não o fizermos nada acontecerá. Ou, então, devo lembrá-lo das vezes que ficamos parados satisfazendo-nos com resultados medíocres, quando poderíamos conquistar significativas vitórias.
Não podemos querer colher sem antes semear. “Sem despejar toda água”. Quantas e quantas vezes estamos nessa situação e acabamos bebendo a água da garrafa com medo de desperdiça-la em vão? Não tenha medo de colocar sua fé em prática. Não tenha medo de correr riscos, pois como diz o ditado: “quem não arisca não petisca”. Peça ao bom Deus que Ele lhe dê fé e força suficiente para pô-la em pratica no seu dia-a-dia. Pense Nisso. Tenha uma ótima e abençoada semana!
Pastor Luciano Miranda Martins – 21.09.2015.
Pastorado Escolar do CEAP – Ijuí/RS
Mensagem do Pastor Luciano Miranda Martins - 31/08/2015
O maior é o amor!
Na primeira carta de João 4.8 nos é dito que Deus é amor e é pelo amor e verdade com que amamos, que somos reconhecidos como filhos dele. O amor é o dom supremo. Assim, sem aceitar desvios para a direita ou para esquerda, o Evangelho submeteu tudo ao amor, até mesmo a verdade. Com isso se quer dizer que, antes de dizer a verdade deve-se compreender que o amor é a razão e o espírito da verdade, e que sem amor a verdade é oca e sem sentido. Sem amor a verdade é como o sal que perdeu o sabor, pois ao invés de dar um gosto novo estraga e envenena o alimento tornando-o impossível para o consumo. A palavra dita sem amor, por mais verdadeira que seja, é palavra estragada, insossa, impura, palavra que para nada presta se não para promover contendas. A dureza da verdade precisa da brandura do amor para produzir o resultado desejado, a paz, a harmonia e a reconciliação. Sem amor a verdade é como a luz que se apagou. Dita sem amor a verdade promove guerras e inimizades e é pior que a mentira. Ainda que eu dissesse toda verdade do mundo, mas dissesse sem amor, isso para nada se aproveitaria. Por que onde falta o amor, falta tudo. O amor é o princípio, o meio e o fim de tudo. A palavra só é verdadeiramente boa nova, só é verdadeiramente evangelho, e boa notícia para o coração quando, com toda sinceridade, é dita com amor. Foi por amor que Cristo morreu por nós. Foi por amor a nós que Deus deu seu Filho para morrer por nós. Deus é amor. E Deus é verdade. Assim, onde está a verdade de Deus está também o seu amor.
Nossa resposta ao amor de Deus é o nosso amor ao próximo. Amamos a Deus amando o nosso próximo. E não podemos manter com nosso semelhante um relacionamento fundamentado na mentira e na desconfiança. Portanto, para que a nossa comunhão com o nosso próximo seja plena, precisamos com toda sinceridade e verdade amá-lo como amamos a nós mesmos. Desnecessário dizer que amar não é concordar. Amar é concordar e discordar na medida em que for necessário concordar e discordar. Amar é dizer sim, quando for preciso dizer sim. E dizer não, quando for necessário dizer não. Amar é, com sinceridade, dizer a verdade. Sim, amar é dizer a verdade, porém, tendo Cristo diante dos olhos, ou seja, dizer a verdade como Cristo a disse, com amor. Porque juntos, o amor e a verdade são a luz e o sal das nossas vidas. É por isso que Jesus nos diz: “Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros”. João 13:34-35.
Pense Nisso e tenha uma ótima semana!
Pastor Luciano Miranda Martins – 31.08.2015
Pastorado Escolar do CEAP - Ijuí/RS