Logotipo

Siga-nos nas redes sociais:

 

Mensagem Pastor Luis Henrique Sievers - 06/06/2013

A paz está em nossas mãos.

Estamos nos tornando pessoas menos pacientes e mais agressivas? Aparentemente sim. Pelo menos é isso que as notícias nos levam a crer. Não estamos falando apenas de trânsito, assaltos, brigas e assassinatos por motivos banais. Os vídeos, gravados em escolas públicas e privadas, revelam a violência entre estudantes. Pais entram na briga. Professores aparecem como vítimas e autores de agressões. No local onde formamos futuros cidadãos a violência diz “presente!” As imagens chocam e fazem pensar.

Não é só o corpo que sofre. As calúnias, as difamações e as agressões verbais machucam mais fundo. “Bullying” é a palavra, em inglês, para definir esse tipo de violência. “Brincadeiras de mau gosto”, comentários, perseguições e ameaças corroem uma pessoa por dentro, na alma. As vítimas sofrem, via de regra, em silêncio. É preciso denunciar para mudar.

Os racismos e preconceitos de toda espécie têm criado barreiras que impedem de vivermos como irmãos e irmãs. A intolerância e a falta de compreensão pelo outro, pelo diferente de mim, chega a níveis bem baixos. Como diz o salmista a respeito dos maus: “Usam o orgulho como se fosse um colar e a violência como uma capa.” (Salmo 73.6) Quando o orgulho e a violência são exibidos como um enfeite da pessoa, então é o fundo do poço. Perdemos a humanidade.

A superação da violência também começa por nós. Nossas atitudes precisam mudar. Não entrar nesse círculo vicioso já é um bom começo: “Tenho procurado não agir como os violentos” (Salmo 17.4) A vingança e a retribuição na mesma moeda não ajudam a transformar esta realidade. Como diz o ditado: “Violência gera violência”. Não está resolvido o problema quando a vítima “dá o troco”.

O apóstolo Paulo faz um alerta para os cristãos: “Tomem cuidado para que ninguém pague o mal com o mal. Pelo contrário, procurem em todas as ocasiões fazer o bem uns aos outros e também aos que não são irmãos na fé.” (1 Tessalonicenses 5.15) A prática do bem não tem fronteiras. Não pode ficar reservada apenas a um grupo de pessoas. Deve ser buscada por todos em todas as ocasiões. O mal se vence com o bem (1 Pedro 3.9).

Uma palavra de Jesus nos faz olhar para dentro de nós mesmos: “A pessoa boa tira o bem do depósito de coisas boas que tem no seu coração. E a pessoa má tira o mal do seu depósito de coisas más. Pois a boca fala do que o coração está cheio.” (Lucas 6.45) Do que o nosso coração está cheio? A amargura, a inveja e o ódio nos impedem de enxergar o cisco no nosso próprio olho. Com muita facilidade julgamos, mas com muita dificuldade perdoamos às pessoas que nos ofendem. Para superar a violência entre nós, Jesus recomenda: “Tenham misericórdia dos outros, assim como Deus tem misericórdia de vocês” (Lucas 6.36).

“Onde acaba o amor têm início o poder, a violência e o terror.” Carl Gustav Jung

 

P. Luis Henrique Sievers

Pastorado Escolar CSGA

 

Lajeado/RS, maio de 2013